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18/07/2006 19:50 Este blog tem novo endereço: http://heavysmoker.zip.net Orlando Cardoso | comentários(0)
20/06/2006 00:46 Sete Vidas
T. S. Eliot diz em um de seus poemas que um mistério ronda o nome dos gatos. Segundo o poeta, além daquele pelo qual atendem, os gatos têm um outro nome, secreto, que só eles próprios conhecem e que nenhum ser humano poderá jamais adivinhar. Deve ser verdade, pois gatos são criaturas especiais e, por isso mesmo, cheias de segredos. Eu mesma, por puro acaso, acabo de descobrir mais um.
Estava passeando por entre as estantes de uma livraria quando, de repente, meus olhos pousaram sobre uma pilha de folhinhas temáticas, dessas de parede. Havia de tudo: uma folhinha com fotos de bebês, outra sobre design, uma com paisagens de Paris. E, finalmente, uma de gatos. Era uma das últimas da pilha e seu título me chamou a atenção: 'I gatti di Roma'. Imediatamente parei, como se sacudida por um choque. A capa exibia o pé gigantesco de uma estátua romana, o mármore marcado pelos sulcos do tempo, uma enorme rachadura quase decepando o segundo dedo. E, sobre esse dedo, deitado porém com os olhos muito atentos para a câmara, um gato. Segurei a folhinha com as duas mãos, sem acreditar. Era ele. O gato da fotografia, deitado sobre uma estátua romana, não era um gato qualquer. Era o meu gato-morto no ano passado.
Não que fosse apenas parecido. Era igual. Como não reconhecer cada detalhe? Cada curva das listras que marcavam seu pêlo rajado, os sinais escuros no focinho e em torno dos olhos, o formato das orelhas, a largura das patas, tão grandes já, para o corpo tão jovem - não faltava nada. E mais: o olhar. O olhar que me fitava de dentro daquela fotografia não era outro senão aquele que eu conhecia tão bem. Não podia haver dúvida. Era ele.
É por isso que se diz que eles têm sete vidas. Quando os gatos morrem e desaparecem, na verdade ressurgem em outro lugar do mundo. Lá, nesse outro lugar, o mesmo gato ressurgido, o mesmo 'eu' felino, a mesma individualidade, viverá uma nova vida. E outras sucessivas, em outros lugares, até que se complete o ciclo de sete, ou até mais, porque na verdade tudo isso é um grande mistério. E, em cada lugar onde renascer, o mesmo gato será novamente ele PRÓPRIO - exibindo o mesmo olhar, um perfil idêntico, um jeito igual de esfregar-se contra as quinas dos móveis. Lá estará ele, outra vez, com a mesma sutileza, a mesma meiguice, toda a ética e toda a dignidade que lhe foram peculiares na vida anterior, essa retidão que os gatos têm e que tem sido tão incompreendida ao longo dos séculos.
A descoberta me deixou feliz. Meu gatinho não morreu. Ele vive em Roma, agora. Corre solto por entre velhos monumentos, galgando muros de hera. À tarde, deita-se ao sol sobre imensos blocos de mármore, rajado como seu pêlo, e adormece ouvindo o murmúrio das fontes. Tem outro nome, é verdade. E desse nome nada sei, pois que, como já se disse, nomes de gatos são um mistério que nem os poetas conseguem desvendar. Mas isso não tem importância.
Heloisa Seixas
SETE VIDAS: sete contos mínimos de gatos Orlando Cardoso | comentários(4)
02/06/2006 00:45 Sono

Mais de dois meses depois da última atualização deste blog, volto para confessar que, pela manhã, trabalho em um banco, cujo sistema de vigilância contra ataques de hackers e atividades internéticas indevidas dos empregados é crescente, motivo que levou ao bloqueio desta página no terminal onde costumava escrever as considerações abaixo. Nem por isso vou abandoná-lo (me refiro ao blog, embora também não pretenda deixar o banco), nem usar tal justificativa como a única para a falta de atualização. Mas já que não posso tirar férias dos meus empregos, que pelo menos possa folgar desta atividade não remunerada, única vantagem de não se ter patrão nem salário.
Felizmente algumas pessoas não me abandonaram e sempre passam por aqui para ver se há novidades. Sinto que depois desta pausa algo deve mudar, mas nem tanto. Como este nunca foi um blog de vibrantes notícias e comentários up to date, continuará não o sendo. Mas quem sabe se torne ainda mais pessoal, afundando e chafurdando na vocação que está na origem deste meio de comunicação do século XXI. Quem sabe não se torne veículo para outras experimentações. Só sei que é por incapacidade ou preguiça que não fecho o estabelecimento para abrir outro. Nem mesmo o lay out tenho coragem de mudar. Quem sabe se eu pudesse dormir tanto quanto gostaria teria mais disposição. O problema é que quando posso, não durmo. Mesmo assim me aguardem, que a minha morte não é para já. Orlando Cardoso | comentários(1)
23/03/2006 12:08 Eu não sabia que a culpa era minha

Os boêmios, notívagos, quase alcoólatras de Belém não sabiam, até semana passada, que eram também culpados pela violência e pela criminalidade que assolam Belém do Pará. Nossa culpabilidade veio à tona pela iniciativa da Polícia e da Câmara de Vereadores, que decretaram o fechamento dos bares à meia-noite, como forma de tornar a cidade mais pacífica.
Tudo bem, esta semana, o puritanismo e o capitalismo, irmãos de sangue, chegaram a um consenso e os bares, pelo menos os fechados, com ar-condicionado, isolamento acústico e etc, já podem ficar abertos até, pelo menos, 4h da madrugada, aos finais de semana.
Ótimo para os bebedores de melhor condição financeira. O prejuízo ficou mesmo para o bebedor da periferia, que além de sofrer com ônibus precários e lotados, ruas esburacadas e enlameadas e a presença constante dos bandidos, deve ficar trancado em casa, para o bem das estatísticas de segurança pública, que comprometem a boa imagem dos governos. Um toque de recolher informal.
Tudo contra os treme-terras que desafiam o limite da capacidade do ouvido humano. Estes deveriam inventar algum tipo de rave tecnobrega e promover festas em lugares isolados, ermos, para não prejudicar o sono da vizinhança. Mas tirar o direito do morador da periferia de ir ao bar relaxar no final do expediente, ou no final de semana, enquanto se preserva o direito do quem vai ao pub degustar sua garrafa de whisky reservada, é tão antidemocrático, a despeito de ser, no momento, a posição politicamente correta e dominante em Belém.
Por que a polícia não melhora a segurança na periferia, vigiando para evitar assaltos e violência? Não para extorquir quem é pego fumando um baseado, como flagrado recentemente pelo Ministério Público Militar, mas para garantir a ordem pura e simples?
Quem vive da noite e na noite agradece. São músicos, garçons, microempresários que precisam sobreviver, mas estão proibidos de funcionar, enquanto supermercados 24h de grandes redes podem vender bebida alcoólica durante toda a madrugada. Como se vê, em todos os exemplos, é o poder econômico que conta, também na hora de restringir a diversão. Quem pode, pode.
Orlando Cardoso | comentários(5)
10/03/2006 13:44 Banho de sangue Enquanto todo mundo fica chocado com a ação das mulheres do MST contra a Aracruz, os madeireiros do Pará fazem uma ameaça medonha e a repercussão é nenhuma. Veja o que deu no Liberal de quinta-feira.
Santarém
Agência Amazônia
Produtores rurais prejudicados com a criação de reservas florestais na região oeste do Pará decidiram radicalizar. Em reunião realizada anteontem, em Itaituba, eles decidiram que se o governo federal não voltar atrás na medida vão botar abaixo toda a mata existente em uma das reservas criadas no dia 13 de fevereiro por decreto assinado pelo presidente Lula. Eles também vão acionar a Justiça contra a medida. (...) O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Novo Progresso, Agamenon Menezes, esteve presente à reunião em Itaituba e fez revelações surpreendentes, avisando que um banho de sangue pode ocorrer na região se o governo insistir em manter as reservas florestais. “Estamos articulando uma grande manifestação com o uso de 500 a 800 motosserras. A idéia é botar abaixo toda a mata de uma das reservas e no verão colocar fogo. Vamos interditar a rodovia colocando cinco mil pessoas no meio da estrada”, revelou Agamenon Menezes.
Resta saber se eles vão entrar na Justiça antes ou depois de cometer o crime. Orlando Cardoso | comentários(5)
02/03/2006 12:56 Saiu o Cruel

Doze anos depois da sua morte, o cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio lançou disco novo: “Cruel”, pela Sarava Discos, a pequena gravadora do Zeca Baleiro, que operou o milagre tecnológico de pegar a voz do Sampaio registrada em fitas K-7 em apresentações ao vivo ou gravações caseiras para acrescentar arranjos novos, resgatando dessa forma obras-primas nunca lançadas, seja porque a morte levou o Sérgio antes, seja porque ele vivia marginalizado pelas gravadoras.
As gravações caseiras do Sérgio Sampaio, que ele pretendia transformar no seu quarto LP, o Cruel, já circulavam há anos em gravações piratas entre os fãs. Quem ouve pira porque é muito bom. Dá para ver que o Sérgio chegava à sua melhor fase como compositor quando a morte o levou, em 1994.
Mas parece que é sina. O Cruel, como todos os discos da Saravá, só pode ser comprado pelo site do Zeca Baleiro (http://www2.uol.com.br/zecabaleiro), tem tiragem limitada e logo vai virar raridade.
Mesmo assim, o lançamento preenche uma lacuna, mas não todas. Ainda falta a gravadora que detém os direitos sobre os primeiros compactos do Sérgio Sampaio lançá-los em CD, o que nunca aconteceu. São obras primas como Coco Verde, Ana Juan, Foi Ela e outras, que só têm circulação marginal, em CDs piratas, entre os fãs.
Taí mais uma bandeira para a luta incansável da dinâmica comunidade do Sérgio Sampaio no Orkut. Quando ingressei na mesma eram pouco mais de 200 membros, hoje são mais de mil, entre eles o próprio filho do Sérgio Sampaio, o Menino João (título de uma canção linda e inédita que o Sérgio fez para o filho pequeno) e centenas de outros arqueólogos da música brasileira, sempre procurado pérolas na lama da nossa indústria cultural.
Orlando Cardoso | comentários(17)
02/03/2006 12:15 Túmulo do samba

Belém chegou lá, já pode ser comparada a uma metrópole em termos de carnaval, só que a metrópole, no caso, é São Paulo, onde é tradicional a fuga dos cidadãos-foliões para as praias, deixando a cidade deserta e tranqüila. O esvaziamento do carnaval de Belém foi consolidado pela própria prefeitura, que deu o tiro de misericórdia na agonizante organização das escolas e blocos da cidade.
O argumento que esse tipo de espetáculo vinha perdendo público a cada ano é verdadeiro e serve como desculpa para a falta de apoio ($$$) oficial às agremiações, mas o argumento de que as escolas de samba de Belém não têm base na cultura popular e fazem meras cópias dos desfiles do Rio de Janeiro não se sustenta. Como, se o Rancho tem mais de 90 anos de vida e todas as agremiações surgiram da iniciativa popular. O samba não é nenhum modismo ou novidade da estação. O mesmo não se pode dizer da Banda Calypso, cuja apresentação na Aldeia Cabana foi patrocinada pela prefeitura como ponto alto do Carnaval Amazônico e como símbolo da valorização da cultura regional, em substituição ao samba alienígena.
Tenho o maior orgulho de nunca haver guardado na memória nenhum tema musical dos Calypsos, mas nas únicas vezes em que ouvi o som da banda pude constatar que se trata de música da pior qualidade. Não temos nenhuma obrigação de gostar do grupo só porque eles buscam inspiração na fusão de ritmos caribenhos que invadiu a Amazônia pelas ondas do rádio nos anos 60 e 70 e ganhou forma na lambada amazônica, cujo resgate de qualidade tem nos Mestres das Guitarradas seu melhor representante. Música, quando é boa, independe do rótulo e o Calypso não é bom.
Como não se pode errar todas, pelo menos a prefeitura acertou ao proibir trios elétricos nas ruas de Belém e Mosqueiro durante o carnaval. Mas dizer que o samba de Belém não é cultura popular e que Calypso o é, é demonstrar pouca noção da nossa realidade cultural.
Na foto Adoniram Barbosa, legítimo representante do bom samba que se fez na cidade que já foi chamada de túmulo do gênero, para provar o quanto a cultura do samba é mesmo generalizada no País do Carnaval.
Orlando Cardoso | comentários(1)
10/01/2006 14:51 Eu quero é botar meu blog na rua! Chega de desculpas para o abandono deste blog desde o final do ano passado. Tudo bem que as férias acabaram, mas o sonho continua vivo, apesar da falta de tempo e da rotina estressante de dois empregos, das noites pouco dormidas e da quase bancarrota deste início de 2006, pós-despesas de final de final de ano. O buraco nas finanças se resolve com o tempo – no momento em que escrevo, a lente direita do meu velho e torto óculos saltou sozinha da armação, pode tamanha decadência? -, portanto, não vou tentar arranjar um terceiro emprego; o que não posso é deixar meus leitores fiéis desamparados.

Campeão de audiência na virada do ano foi o DVD Phono 73, com inéditas imagens do mito Sérgio Sampaio durante os três dias de shows promovidos pela antiga gravadora Phonogran, adivinhem, em 73, com todo o seu cast, num tímido manifesto contra a censura rigorosa da época. Estavam todos lá, no auge da fúria e do talento, magérrimos, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Raul Seixas, Jorge Bem, Gilberto Gil, Elis Regina, Chico Buarque etc, etc, etc. Entre eles, o magro dos magros, Sérgio Sampaio, em uma interpretação escandalosa de “Eu quero é botar meu bloco na rua!” - o grande hit daquele ano -, em uma interpretação alheia ao andamento original da marchinha, com uma coreografia que imita o ato sexual e que causou furor na platéia.
Sérgio estava no auge, com um casaquinho feito de tapete de retalhos – daqueles que minha mãe fazia costurando restos de tecido – e proporciona um dos grandes momentos do DVD, de apenas 35 minutos, com fragmentos de imagens colhidas em película dos shows históricos.
Outros grandes momentos são a tentativa de Gil e Chico de interpretar “Cálice”, então censurada. Proibidos de cantar a letra, levaram a melodia interpretando sons onomatopaicos, tipo olerê, laralá, arroz à grega, lalaia, enquanto o Chico berrava cada vez mais alto o refrão: Cale-se! Então, os próprios responsáveis pelo show começaram a cortar o som do Chico, temendo represálias. É um retrato da época.
Outro ponto alto é a interpretação teatral de Caetano para “A volta da asa branca”, uma espécie de continuação do clássico “Asa branca”, que dá a dimensão do tempo que separa aquele Caetano do senhor que conhecemos hoje em dia. Ele chora, dança e se joga no chão trajando um macacão florido que deixava o tórax descoberto, numa interpretação que chocante para a época, que mostra toda a influência de Luiz Gonzaga e Mick Jagger sobre o então vanguardista poeta, cantor e compositor baiano.
O histórico beijo na boca de Gal Costa e Maria Bethânia, outro ponto alto do Phono 73, também não está registrado em imagens, apenas em fotografias coladas sobre os fragmentos da dupla cantando a pegajosa “Oração para Mãe Meninha”. Dá pra ver como eram magras e belas aquelas duas e como o tempo é implacável.
O DVD, junto com dois CDs que resumem os três LPs do Phono 73, lançados originalmente naquele ano e relançados depois em CD nos anos 90, só foram encontrados na fantástica Modern Sound, da rua Barata Ribeiro, em Copacabana, um mundo como não existe nada igual em Belém e dificilmente haverá nos próximos anos, com milhares de discos arrumados em ordem alfabética, praticamente tudo o que existe em catálogo de música brasileira.
Quando eu e Jecy estávamos comprando o Phono 73 (R$ 90) - obrigado Jecy! -, o Marcelo Camelo, do Los Hermanos, estava na mesma loja, com o mesmo artigo na mão, enquanto vasculhava outros discos e conversava com um gringo que o acompanhava, about some excelents brazílian musics e etc, enquanto eu, com ar desinteressado, tentava ouvir a conversa.
Mas nada de tietagem, que tenho pouca ou nenhuma intimidade com o som dos Los Hermanos, diferentemente de quando encontramos o Luís Melodia numa esquina de Copacabana e logo engatamos conversa, justamente sobre o Phono 73, que ainda estávamos caçando no Rio de Janeiro. Depois da tradicional foto com o ídolo, o Melô reclamou que esteve lá e cantou no Phono 73, mas não teve sua participação editada no DVD e nem nos CDs. Não sei se foi incluído nos LPs originais. O Arthur Xexéo, numa crítica nO Globo, também reclamou da edição do DVD. Entendo que só fizeram poucas imagens, segundo os produtores na época, porque o rolo de filme era caro. Se tivessem gravado tudo, o valor histórico hoje seria imenso.
Para animar o Melodia, cantamos para ele um trecho da vinheta composta pelo Sérgio Sampaio em sua homenagem:
“Luís Melodia melhores dias virão, negão!
Luís Melodia melhores dias virão.
É só não botar a viola no saco.
Joga fora o guardanapo vem comer com a mão...
Eu e meu amigo Melô Orlando Cardoso | comentários(6)
26/11/2005 12:44 Paraenses em Copacabana
Estou aqui no Rio de Janeiro constatando a grande atração que esta cidade exerce sobre os paraenses, assim como sobre os gaúchos, já bem explicitada nas crônicas de Paulo Mendes Campos que li quando criança, sobre seus amigos papa-chibés que em tudo se integravam à cidade de São Sebastião, com exceção da saudade que sentiam da culinária paraense, daí a diversão que provocavam nos cariocas, naqueles idos anos 50, com o tráfico de farinha baguda, casquinha de muçuã, cupuaçu, tucupi e outras iguarias, capazes de reunir em torno da mesa os paraenses dispersos na Cidade Maravilhosa. Tanta admiração pelo Rio encontrou uma via de mão dupla, advinhem, justamente num dado culinário. Hoje o açaí é uma das bebidas mais cariocas do mundo. Tá, alguns são sofríveis: um refresco fraco misturado com banana para engrossar, mas que já faz parte do cotidiano dos cidadãos do Rio. De office-boys cansados a esportistas frenéticos, todos param para saborear o suco, considerado energético. E eu me lembro que no Pará o açaí combina mais com rede, para uma sonolenta digestão.
Parece que assim como os paraenses, os gaúchos também são daqueles que se encantam à distância e mais ainda de corpo presente com o Rio de Janeiro. Como pude constatar, novamente, desde infância, na leitura dos livros de Érico Veríssimo, e agora, no livro lançado este ano, que conta a história do jornalista Tarso de Castro, fundador do Pasquim, que se tornou, como disse o Caetano Veloso, um símbolo do homem da Zona Sul naqueles anos 60. A leitura é fascinante e combina com o momento destas férias que estou gozando. E por falar no mano Caetano, a leitura da biografia do Tarso está sendo interlacada pela do livro que reúne os melhores textos do Caetano: "O mundo não é chato". Ótimo ler na areia de Copacabana, nos dias em que dá praia, tomando a caipirinha da barraca do Hulk, às proximidades de habitués como a eterna Garota de Ipanema, a Helô Pinheiro, que parece ter trocado de bairro e está todos os dias por ali.
Orlando Cardoso | comentários(1)
17/10/2005 13:13 Eu digo SIM

Este blog é a favor da proibição da venda de armas no país, senão por uma questão filosófica, ou de princípios - pela nossa evolução para um ser humano capaz de viver em comunidade sem precisar matar outro da mesma espécie; mas também porque temos que ser capazes de reconhecer a nossa fragilidade moral. Quantos de nós já tivemos a vontade de matar alguém? Aquele chefe burro e prepotente? Aquele colega preconceituoso e intolerante? Pessoas desagradáveis em geral? É melhor não arriscar andar por aí armado para não cair na tentação fácil de pipocar o próximo. Por isso, no próximo domingo, voto SIM. Orlando Cardoso | comentários(2)
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